sábado, 14 de março de 2009

Se falas... Queixa!!

E assim, a Palavra é medida ou silenciada, não por se ter medo (ou será que sim?), mas por se temer vir a ter o trabalho de ir ao Ministério Público mais próximo de casa explicar que se estava a exercer o direito à palavra, sem necessariamente recorrer ao insulto fácil e rasca. E assim perder-se uma manhã ou tarde de trabalho.
Um exercício de cidadania com chá (aquele que vem de berço), que muita gente ainda não tem a ideia do que é.

A corrente de pensamento dominante é uma escola política que já vai tendo frutos nesta terra. Mas é só para uns, tal como a metáfora de Orwell. Há uns animais mais iguais que outros. Caso dos Porcos ou dos Vampiros. É bem sabido que os Bois Cambados e as Vacas Vesgas não podem ser iguais àqueles. É realmente chato chamar nomes aos Porcos ou aos Vampiros, mas aos outros, tudo bem. Demonstra que não há mais argumentos ou que estes são carga demasiado pesada para os destinatários.

Os outros, os que não são tão iguais, bem, esses não falam, não podem. E quando falam, não estão bem a falar, estão antes a difamar. Nunca se trata de crítica, é apenas um crime...

Esse crime de difamação que é uma aberração jurídica do nosso Código Penal.

Mais que tudo, mais um motivo para se escrever. Há ainda quem se atreve a dizer-nos o que podemos e não podemos falar.

domingo, 9 de novembro de 2008

Política Circense

Caiu o Carmo e a Trindade, quando um novo profissional da arte circense desfraldou uma bandeira com a cruz suástica.
Ofensa maior a quem, durante anos, praticou e deu o exemplo da escola circense da política.
Anos esses que deram o mote e o exemplo. Admiram-se de quê?
Novos palhaços iniciam a sua profissão.
A reacção que veio depois mostrou apenas a verdadeira natureza e carácter de quem gosta de dar, mas não gosta de levar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

easyJet vs TAP/SATA

Veremos dentro de poucos meses o que os madeirenses
irão dizer da entrada da easyJet na linha da
Madeira e a Capital do Império.
Preços baixos até mais não! Os bilhetes são bastante baratos,
não há dúvidas, quando comprados com bastante antecedência!
É tudo uma mar de rosas (vamos dar cabos da TAP!).
Estão a esqueçer que é tudo pago (literalmente).
Coitados daqueles que andam com a casa às costas, os estudantes
que estão sempre a pedinchar para não pagarem excessos
de bagagem e um sem número de pessoas que viajam sempre
com várias malas. E os comes e bebes a bordo? Dizem mal das
sandes da TAP, mas comem tudo até ao fim! Na easyJet é pago.
Que irão dizer quando no Inverno os vôos forem cancelados?
A nossa comunicação social não fala do que já aconteceu com
passageiros aqui no aeroporto devido a um cancelamento!
Isto, entre outras coisas que os madeirenses com o tempo
irão se aperceber!

Já se esqueceram da Air Luxor?!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Le Lido

O nosso Lido é uma selva de betão.
Cheio de blocos gigantescos, zona rendida ao grande capital e aos hotéis estilo caixote.
Grandes, o maior possível, graças às excepções criadas no PDM do Funchal.
Digam o que quiserem, mas há alguém que, com uma cara séria possa afirmar que aquilo é bonito?
Numa ilha pequena, vão cada vez mais murando a costa, vedando o acesso da população ao mar em cada vez mais locais.
Lamentável ainda mais quando certos hotéis nem sequer mediante um preço aceitam que os nossos cidadãos possam ali ir a banhos.
Vergonhoso.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Funchal in the 70's



Ai que saudades.
Ainda me lembro, havia menos trânsito, não era obrigatório andar de cinto de segurança, as ruas cheiravam a merda de boi e o meu pai andava aos ziguezagues, para não chegarmos a casa com as rodas do carro envoltas em trampa.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A insustentável Leveza das Taxas

Há poucos meses, saiu lei que proibia a cobrança de aluguer de contadores por parte das entidades prestadoras de serviços públicos essenciais.
Façam lá o favor de irem ver as vossas contas de água.
No exemplo que trago aqui, a Câmara do Funchal resolveu aderir a ideia peregrina que alguém teve. E vai daí, substituiu a expressão "aluguer do contador" por "taxa de disponibilidade do serviço", sem sequer mudarem o respectivo montante.
Quer isto dizer que pagamos taxa por termos ao nosso dispor o bem público que é a água. Isto independentemente de a consumirmos e pagarmos pelo gasto.
Na prática, ficou tudo na mesma e nós ficámos com a habitual sensação de que andam a fazer de nós parvos.
Agora digam lá: que vontade nos dá este comportamento dos nossos eleitos e funcionários ao seu serviço?
Por mim acho que vou passar a cobrar honorários por colocar o lixo todo separadinho nos contentores verdes.

domingo, 1 de junho de 2008

Noite 3